DE ITAITINGA/CE A PORTO VELHO/RO PELOS PAULISTAS

Nestes 40 anos o Grupo Tavares tem muitas histórias interessantes para contar. Como parte da comemoração vamos compartilhar boas histórias que envolveram a cerâmica neste período. Não só a cerâmica em si, mas todo o seu entorno, a comunidade, funcionários, ex-funcionários, seus filhos, fornecedores e os nossos clientes.

Com o início da Cerâmica Tavares, a primeira da região, foi necessário buscar profissionais na capital para iniciar o funcionamento na região do Rio Siqueira (Fortaleza e Maracanaú), pois eram lá as primeiras cerâmicas de tijolos furados. Foi de lá veio nossos primeiros queimadores, marombeiros, soldadores e nosso saudoso Francisco Nenê de Sousa, o Chico Gerente.

Seu Chico logo gostou da região, treinou e capacitou diversos funcionários que logo de destacaram em suas tarefas contribuindo para o sucesso do grupo. Eles, nossos colaboradores, são os personagens daqui em diante.

Nem a distância de condução de 3728 km, entre Itaitinga/CE e Porto Velho/RO não impediram que mais trinta funcionários deixassem sua terra natal e fossem para uma jornada em Rondônia na década de 1980.

Esta saga começou quando a fabricantes de máquinas Morando enviou uma equipe técnica paulista para montar uma nova cerâmica automatizada para o Grupo Tavares no início desta década. A unidade com automatismo de carga, secador e preparação de argila era muito moderna para a época e teve sérios problemas de operação acarretando diversos prejuízos e pouco funcionou. Entre idas e vindas, os paulistas, tiveram por mais de quatro anos no estado, chegando a residir oficialmente em um sobrado construído ao lado da cerâmica. Tentaram de tudo para colocar a fábrica em pleno funcionamento, até chegaram a arrenda-la. Ao partiram deixaram um grande legado de capacitação e aprendizado. Até hoje, esta fábrica, a Unidade 02 da CEAGRA é conhecida como Forno Paulista.

Pouco tempo depois de partirem em definitivo retornaram ao estado com um convite para os ex-colegas cearenses: trabalhar em uma cerâmica em Rondônia, no norte do país. Como iriam montar uma cerâmica a partir do zero precisam de pessoas com experiência em cerâmica vermelha e enxergaram nos cearenses as pessoas certas.

A juventude de muitos, a oportunidade de viajar, a aventura e as promessas feitas conquistaram mais de vinte homens que partiram de barco e ônibus para a Amazônia. Durante alguns anos o roteiro Fortaleza – Brasília – Cuiabá – Porto Velho e seu retorno era muito conhecido em Itaitinga/CE. Foram muitas ida e vindas deles.

Lá tiveram muitas experiências, trabalharam duro, tiveram saudade de casa, penaram com as doenças regionais, sobretudo a malária, se divertiram e voltaram. As duas cerâmicas do estado também tiveram problemas de operação e logo os paulistas também retornaram. Assim, 100% dos homens que viajaram retornam para Itaitinga/CE, voltando a trabalhar no Grupo Tavares. Muitos capacitados, com mais vivência e logo foram promovidos e muitos permanecem até hoje conosco.

Além de Porto Velho, os profissionais de berço do Grupo Tavares passaram por São Paulo/SP, São Bernardo do Campo/SP, Conceição do Coité/BA, por Angola e por todas as cidades cearenses (Aquiraz, Horizonte, Pacajus, Pacatuba, Caucaia, São Gonçalo do Amarante) onde o grupo possui unidades produtivas.

Um muito obrigado a todos estes profissionais por estes 40 anos.